Posts Tagged 'web 2.0'

RSS e Twitter no mesmo (ciber)espaço

Eu tava pensando nisso depois de uma semana usando o Twitter, vendo a quantidade (e a velocidade!) de links sugeridos pra lá e pra cá: Será que o RSS vai morrer desse jeito? Semana passada, no Twitter do “wanna-be-rich-with-semantic-web-boy” Nova Spivack, vi que ele discordava desse artigo do TechCrunch, que diz simplesmente que o RSS morreu com ferramentas como o Twitter, que fazem “gerenciamento de conteúdo em tempo real”.

O RSS morreu (falso!). Viva o RSS.

O RSS morreu (falso!). Viva o RSS.

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Web Semântica e o efeito do Fax

Lendo o livro do Peter Mika, Web Semântica e Redes Sociais, na parte sobre a adoção da Web semântica, se fala do efeito do Fax, que emperra a adoção em larga escala de RDF e OWL, p. ex.

É mais ou menos assim: quando as primeiras máquinas de Fax entraram no mercado, tinham um preço alto e eram inúteis… Por quê? A utilidade delas vêm do fato de serem capazes de se comunicar com outras. Assim, seu valor de utilidade só emerge proporcionalmente a quantidade de usuários que adotam a novidade. Isso também acontece com tecnologias semânticas, que prometem um mundo de integração, reuso e inferência em dados distribuídos por muitos sítios na Web.

O efeito do Fax será superado!

O efeito do Fax será superado!

E quando é que a Web Semântica será uma tecnologia (1) atrativa, (2) interessante e finalmente (3) indispensável para que haja adoção? Veremos.

Um programador não vai ser um early adopter (1) de tecnologias semânticas caso o big boss não imponha dizendo que é uma ferramenta interessante (2) pra gerir e apresentar o conhecimento dos empregados sobre o domínio da aplicação. Empresas inovadoras estão na fase (1) – há boas idéias por aí e sítios começando. Estes vão fazer gerentes acharem as tecnologias aplicáveis nas empresas (2).

Se todas as empresas usam Fax, o problema pode ser financeiro (3). Clientes são perdidos porque não se adotou uma tecnologia, empresas podem fechar por não terem entrado no campeonato nas fase (1) ou (2). Hoje em dia, quem não faz absolutamente nada com AJAX, PERDE mercado. Quem perder mercado porque não tem um site semantic-aware, adotará a Web 3.0 (3!).

Só não vai atrás da Nova Web quem já morreu!

Só não vai atrás da Nova Web quem já morreu!

O que acontece é: Empresas querem produtividade e talvez só adotem (ou briguem por) uma coisa nova quando o Martin Fowler ou algum guru disser que é bom! Ou quando doer no bolso!

Infelizmente, há ainda muitos gaps na infra-estrutura da Web Semântica: API’s, ferramentas de autoria de ontologias, integração de bancos de dados legados, etc. Pra mim, o que falta são as Killer Applications, que podem surgir a despeito dos gaps. Afinal, nenhum guru iria dizer que “redes socias isso, redes sociais aquilo” se não aparecessem Orkut, Wikipédia, YouTube, Flickr, Del.icio.us, etc.

Há muito para se percorrer, muitos entrarão no meio da competição, que sim, JÁ COMEÇOU. Mas quem não largar na frente pode perder a maratona!

A fantástica fábrica de conhecimento

Disseram que é só pensar nas primeiras palavras que nos vêm a cabeça sobre o conteúdo de uma página Web e digitar numa caixinha e mandar pro Digg, pro Del.icio.us, pro flickr. Aí se organiza o caos! Fácil né?!

Imagine um supermercado você pode colocar etiquetas em vinhos para classificá-los. Você pode se valer da opinião “etiquetada” de outros consumidores para decidir que marca comprar. Você pode enviesar sua opinião pela classificação de amigos e pessoas próximas.

Já que a classificação foi útil, você também rotula o vinho consumido, para beneficiar mais pessoas, como aconteceu com você. Outra coisa, as pessoas que gostam de vinho frisante como você se identificarão através das etiquetas. Uma comunidade pode surgir!

Isso é o que acontece nos sistemas de Social Tagging (Etiquetamento social??! %$#%!@#, em português fica esquisito, sugestões?). Usando o conceito de atribuir tags (palavras-chave) a recursos da Web como fotos, artigos e páginas favoritadas, eles surgiram como a salvação do rock há alguns anos atrás, no meio do boom da Web 2.0.

definição gráfica for dummies

Folksonomia: definição gráfica for dummies

Com vários apreciadores classificando vinho, podemos então separar os tintos dos brancos, e criar várias outras categorizações. Na Web, isso significa facilitar a navegação, recuperação, descoberta e organização de conteúdo (ou conhecimento!).

É dessa interação de bêbados tomando vinho e classificando produtos que surgem as folksonomias, termo oriundo da junção das palavras folk (pessoas) e taxonomia (estrutura de classificação hierárquica formal), estruturas que organizam o conteúdo rotulado. Um exemplo disso é a estrutura de nuvem de tags (tem uma aqui do lado direito!).

Porém, existem vinhos intragáveis. Vinhólatras (e usuários Web!) podem usar classificações que só valem para organização própria, com rótulos como “comprar mais semana que vem”. São as chamadas tags egoístas, tema pro próximo post.

Além disso, as folksonomias estão bem longe de taxonomias, pois a classificação é “flat”, ou seja, não existem relações entre os conceitos (tags) usados de modo a criar hierarquias, tudo está no mesmo nível. Não se pode dizer que “tinto suave” é uma sub-categoria de “tinto”. Outro pano pra manga que fica pra depois…

Saiba mais:

Sobre o surgimento e definição do termo, pelo criador
Folksonomia e a maneira com que nós colocamos ordem nas coisas (no revolução.etc)
Tags e folksonomia: o usuário classifica a informação (no webinsider)

Apresentações

Ícaro Medeiros, 21 anos, mestrando em Ciência da Computação pela UFPE. Graduado no mesmo curso, pela UFAL.

Viciado em ciência, computação, Web e em escrever. É através dessa combinação que surge este blog. Alguns tópicos:

  • Web 2.0: o quê? por quê? pra quê? como?
  • Redes sociais: as mesmas perguntas.
  • Busca: como achar o que queremos num universo de informação?
  • Web Semântica: o que temos até agora?
  • Tags, folksonomias e suas implicações.
  • Ontologias: definições, aplicações, pesquisa.
  • Inteligência Artificial: saindo do mundo acadêmico para a vida real.
  • Arte, tecnologia em geral, cinema, música, literatura, cotidiano (pausa pra respirar)!

Esses tópicos permeiam minha vida acadêmica há algum tempo. O blog surgiu da necessidade de escrever sobre esses assuntos, ter o feedback dos leitores, enfim, criar um centro de informações (a princípio pra mim) e uma comunidade (a princípio contando apenas comigo) sobre esses assuntos.

Espero que esses “a princípio” desapareçam logo e eu tenha leitores ativos, que venham ao blog ler, comentar e procurar informações.

E por que não falar de outras coisas, de música, de literatura, de cinema e qualquer outra aleatoriedade? Estou aqui pra isso também. Afinal, ninguém é de ferro, eu não faço só estudar e os bares existem pra gente beber cerveja e falar sobre arte, certo? Sinta-se, portanto, num boteco. Pode xingar o presidente nos comentários!

Primeiro post “na vera” em breve.


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