Aprendizagem de Ontologias

Well,

Tô aqui com umas matrizes de 40000×1600 chorando (e elas vão aumentar!), portanto, sem tempo de terminar o post sobre Ontologias x Folksonomias e as discussões a(o)ntológicas sobre isso. Então aí vai um seminário que apresentei mês passado aqui no mestrado, é uma apresentação sobre Aprendizagem de Ontologias (A presentation about Ontology Learning by Ícaro Medeiros – semantic web 2.0 3.0 ontologies engineering paris hilton barak obama). O link gigante é só um cata-corno google, HOHO!

Tá em inglês porque ia um tal francês no mesmo dia da aula apresentar uma palestra, acabei deixando (foi bom fazer isso!). Não sabe inglês? Mude de profissão urgente e NUNCA (eu disse NUNCA!) me mostre um código com nome de método do tipo isVAZIO(), cambada de vagabundos!

Briefing sobre o assunto… Aprendizagem de ontologias são um conjunto de processos e técnicas para:

  • Construir uma ontologia do zero;
  • Enriquecer, adaptar ou popular ontologias já existentes.

Isso é feito de maneira semi-automática a partir de dados como texto (principalmente), schemas XML, bancos de dados e até folksonomias (_o/ EU, EU) sobre o domínio a ser formalizado. A figurinha (que desafia a inteligência de qualquer um!) diz tudo.

Aprendizagem de Ontologias == Reserve Engineering

Aprendizagem de Ontologias == Engenharia Reversa **

  1. No pontapé inicial, especialistas do domínio escrevem artigos, relatórios técnicos, livros, etc.
  2. Isso tá lá em texto (é seu corpus)… É processado. Vai o meio campo tocando.
  3. Depois de alguns passes pra lá e pra cá, o camisa 10 dá aquele passe milimétrico e … ÉÉÉÉÉÉ, mais um goool brasileeeeeeiro meu povo. Foi, foi, foi ela. A Aprendizagem! Temos uma conceitualização do domínio numa ontologia (seja ela uma hierarquiazinha barata ou uma ontologia com relacionamentos e axiomas).
  4. As definições que estão na ontologia representam uma síntese da opinião consensual dos especialistas sobre aquele domínio. Os especialistas ou os usuários da aplicação usando a ontologia (que podem ser outros especialistas) podem melhorar a ontologia depois, e esse refinamento ajuda os próprios métodos de aprendizagem. Cria-se então uma linha de passe (ciclo) em (2,3,4) – não tá representado aí na figura. Depois de algumas rodadas, a ontologia pode ganhar um troféuzinho.

Isso pode ser visto como uma tarefa de áreas como Extração de Informação e Mineração de Texto. Outros nomes tratam do mesmo assunto com nomes diferentes como (Extração | Emergência | Geração | Aquisição | Descoberta | População | Enriquecimento) de (Ontologias | Ontológica), com algumas diferenças bem sutis. Pra mim o nome mesmo é Aprendizagem de Ontologias (Ontology Learning).

That’s all Folks. Fica um exercíciozinho e pano pra manga nos comentários…

** Por que será que isso pode ser visto como um processo de engenharia reversa?

Saiba mais (Wikipedia, in English). E mais (Ferramenta e plug-in Protége OntoLT) ! Quer fazer Ciência?? Comece aqui (Artigo famoso) e aqui (Curso muito abrangente e bem COMPLETO).

===

===

Obs pra LARISSA (que eu sei que vc vai ler!): Dei um fora em você no comentário do outro post e você vai procurar erros de inglês na apresentação, faça isso não, a vingança nunca é plena! Fale comigo no MSN e comente à parte depois because i will need English next year, therefore, i neeeeed you as a teacher).

13 Responses to “Aprendizagem de Ontologias”


  1. 1 Guilherme... sexta-feira, 31-outubro-2008 às 5:50 pm

    Ícaro, uma dúvida que eu sempre tive. O que fazer quando duas ontologias se contradizem? Tipo, já que são os especialistas em determinado assunto os principais responsáveis pela criação de ontologias e seres humanos costumam discordar em muita coisa, o que acontece quando uma ontologia “A” define “cachaça mineira” de uma forma e uma ontologia “B” define “cachaça mineira” de uma forma totalmente contraditória quando comparada com a ontologia “A”. Sei lá, mas acho que em um cenário como a Web isso vai acontecer muito =/

    []’s

    \o

  2. 2 Ícaro Medeiros sábado, 1-novembro-2008 às 12:15 am

    Grande Guilherme,

    O que é usado pra isso é Alinhamento de Ontologia. O Jerome Euzenat é o papa dessa área e tem muito artigo com Fred… Quem vai trabalhar com isso na França é a Camila.

    Bom, alinhando duas ontologias você pode ver todos os relacionamentos entre as duas, tanto pra verificar contradição como pra fazer reuso. Você pode dentificar, por exemplo, quando um conceito c_a_1 (conceito a, ontologia 1) é super-conceito de c_abc_2 (conceito abc, ontologia 2) e por aí em diante. Se um conceito é definido de maneira divergente nas duas ontologias isso também pode ser percebido.

    Resta a quem estiver integrando essas duas ontologias criar a síntese dos conceitos da ontologias A e B, gerando uma C, ou decidir a favor da interpretação de uma delas.

    É interessante essa discussão pra acabar com essa lenda de que ontologias são coisas monolíticas e imutáveis. Seria óbvio que num ambiente como a Web teremos de prever esse tipo de opinião divergente.

    []s

  3. 3 Ícaro Medeiros sábado, 1-novembro-2008 às 12:20 am

    Lembrei de outra coisa, se você escreve uma relação é_patrão_de e em outra ontologia ela fica como é_chefe_de, semanticamente essas coisas são iguais, aí você define uma relação entre esses dois conceitos de duas ontologias, marcando-os como relacionamentos similares.

  4. 4 Diogo Cabral terça-feira, 4-novembro-2008 às 10:00 am

    O inglês é importante, porém isVazio é totalmente aceitável se o domínio utiliza o termo vazio. Domain-Driven Design ftw!

  5. 5 Ícaro Medeiros terça-feira, 4-novembro-2008 às 10:39 am

    Diogo, o que eu falei foi só a questão de que fica extremamente feio colocar coisas como isVazio “eh” tosco. Vai colocar um código com isso num fórum internacional (y)

  6. 6 Mário Peixoto terça-feira, 4-novembro-2008 às 10:55 am

    Se o seu domínio utiliza o termo vazio, então não tem problema em colocar num fórum internacional, de esquina, entregar pra nasa, ou dar pra sua vó…

  7. 7 Ícaro Medeiros terça-feira, 4-novembro-2008 às 11:20 am

    Bom, pra mim é deselegante usar esse tipo de coisa. Se as palavras reservadas da linguagem são em inglês o código poderia ser em inglês também pra não criar distorções linugísticas absurdas. Nada tem a ver com Domain-Driven Design essa opinião.

  8. 9 Ícaro Medeiros terça-feira, 4-novembro-2008 às 12:49 pm

    Recomendação adicionada a Fila de Livros pra Ler. Obrigado!

  9. 10 Diogo Cabral terça-feira, 4-novembro-2008 às 1:26 pm

    Sun Tech Days 2008

    isшћњҒә()

    http://www.guj.com.br/upload/2008/9/13/0f2e833e26a096b99b5b70f2cf868c35_37.png__thumb

    *btw, não sei oq sшћњҒә significa =D

  10. 11 Ícaro Medeiros terça-feira, 4-novembro-2008 às 1:34 pm

    tá achando bom vá lá dar manutenção numa bomba dessas oadskosa

  11. 12 Guilherme... terça-feira, 4-novembro-2008 às 4:02 pm

    Acho que o Ícaro está falando em Common Sense Design.

    Recomendo uma leitura para vocês.

    Common Sense Design: Don’t Make Me Think Stupid

    []’s

    \o


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