A fantástica fábrica de conhecimento

Disseram que é só pensar nas primeiras palavras que nos vêm a cabeça sobre o conteúdo de uma página Web e digitar numa caixinha e mandar pro Digg, pro Del.icio.us, pro flickr. Aí se organiza o caos! Fácil né?!

Imagine um supermercado você pode colocar etiquetas em vinhos para classificá-los. Você pode se valer da opinião “etiquetada” de outros consumidores para decidir que marca comprar. Você pode enviesar sua opinião pela classificação de amigos e pessoas próximas.

Já que a classificação foi útil, você também rotula o vinho consumido, para beneficiar mais pessoas, como aconteceu com você. Outra coisa, as pessoas que gostam de vinho frisante como você se identificarão através das etiquetas. Uma comunidade pode surgir!

Isso é o que acontece nos sistemas de Social Tagging (Etiquetamento social??! %$#%!@#, em português fica esquisito, sugestões?). Usando o conceito de atribuir tags (palavras-chave) a recursos da Web como fotos, artigos e páginas favoritadas, eles surgiram como a salvação do rock há alguns anos atrás, no meio do boom da Web 2.0.

definição gráfica for dummies

Folksonomia: definição gráfica for dummies

Com vários apreciadores classificando vinho, podemos então separar os tintos dos brancos, e criar várias outras categorizações. Na Web, isso significa facilitar a navegação, recuperação, descoberta e organização de conteúdo (ou conhecimento!).

É dessa interação de bêbados tomando vinho e classificando produtos que surgem as folksonomias, termo oriundo da junção das palavras folk (pessoas) e taxonomia (estrutura de classificação hierárquica formal), estruturas que organizam o conteúdo rotulado. Um exemplo disso é a estrutura de nuvem de tags (tem uma aqui do lado direito!).

Porém, existem vinhos intragáveis. Vinhólatras (e usuários Web!) podem usar classificações que só valem para organização própria, com rótulos como “comprar mais semana que vem”. São as chamadas tags egoístas, tema pro próximo post.

Além disso, as folksonomias estão bem longe de taxonomias, pois a classificação é “flat”, ou seja, não existem relações entre os conceitos (tags) usados de modo a criar hierarquias, tudo está no mesmo nível. Não se pode dizer que “tinto suave” é uma sub-categoria de “tinto”. Outro pano pra manga que fica pra depois…

Saiba mais:

Sobre o surgimento e definição do termo, pelo criador
Folksonomia e a maneira com que nós colocamos ordem nas coisas (no revolução.etc)
Tags e folksonomia: o usuário classifica a informação (no webinsider)

37 Responses to “A fantástica fábrica de conhecimento”


  1. 1 Mário Peixoto quinta-feira, 23-outubro-2008 às 2:32 pm

    Categorizar/Taggear/Classificar/Enfim recursos na Web é desejável em qualquer situação, seja para mecanismos simples de busca como para sistemas avançados de recomendação (note mental: escrever sobre isso). Mas o fenômeno que eu percebo hoje em dia é o ‘tentarprevertudoesairumamerda’ (Não somente hoje em dia! Codd que o diga com sua teoria de normalização sem sentido). Os dois casos mais gritantes que vejo com esse fenômeno são o de Web Semântica e Web Services (me refiro a Web Services querendo falar SOAP). O engraçado é que em ambos os casos seu “antecessor” teve bastante sucesso justamente por ser simples (Web 2.0 e REST) [tema pra outro post meu ;p].

    Se tem inchado tanto a idéia de categorizar recursos na web que acabou trazendo muita complicação e burocracia para a web semântica, o que deveria ser bastante simples, já que categorizar recursos na web não é nada de outro mundo. SOAP é tão complicado que só é recomendado para casos muito específicos onde você não consegue fazer de nenhum jeito usando REST. Quem precisa de SOAP? (tema pra outro post…)

    Enfim, Keep It Simple Stupid!
    []’s

  2. 2 Ícaro Medeiros quinta-feira, 23-outubro-2008 às 2:58 pm

    Não vejo Web 2.0 como um “antecessor” da Web Semântica. A Web 2.0 é um fenômeno muito mais social e ideológico do que tecnológico. As duas culturas tem pontos de convergência claros.

    Recomendo a leitura de The Two Cultures – Mashing up Web 2.0 and the Semantic Web.

    Claramente vejo que a Web Semântica tem muito o que aprender com o fenômeno da Web 2.0. Wikis e blogs foram revoluções de criação de conteúdo pra Web porque qualquer usuário com pouco (ou NENHUM) conhecimento de HTML consegue criá-los.

    Portanto, um dos motivos para a Web Semântica ter adoção mais lenta é que faltam as ferramentas pra fazer esse mesmo trabalho de autoria fácil pra RDF/OWL/SPARQL e outros padrões. Os microformats são uma alternativa. RDFa é outra.

    Além disso tem o problema do FAX, que eu não vou falar o que é agora pois eu escrever sobre depois ;)

  3. 3 Mário Peixoto quinta-feira, 23-outubro-2008 às 3:16 pm

    Web 2.0 não é um antecessor, eu foi por isso que coloquei entre aspas. O que acontece é que Web 2.0 foi uma das primeiras (senão a primeira, preciso de bibliografia) manifestações para categorização de recursos na web, implementada na camada mais alta da web (ou seja, pelo próprio recurso). Web Semântica deveria apenas organizar esse conceito e melhorar com relação a hierarquias por exemplo, mas ao invés de seguir os caminhos de seu “antecessor” (sim, eu insisto nisso) preferiu se aventurar por caminhos nebulosos e sinuosos.

    Só pra exemplificar a stack da web semântica

    Olha a quantidade de camadas, é óbvio que tem alguma coisa errada com isso. Pra mim, esse modelo não vai dar certo nunca. Como eu falei: “keep it simple stupid”; complicar não trás benefício algum.

  4. 4 Ícaro Medeiros quinta-feira, 23-outubro-2008 às 3:47 pm

    Acho que a questão de classificar recursos Web data de sistemas de diretório como o antigo Cadê? e o próprio diretório do Yahoo, ou seja, abordagens top-down. A novidade na Web 2 é subverter a idéia, uma folksonomia usa bottom-up.

    Esses caminhos nebulosos também existiam no começo da Web. Ou será ela nasceu com pessoas sabendo escrever sites de maneira rápida e funcional e com ferramentas boas de autoria? Não. As coisas precisaram evoluir pra que houvesse uma explosão de criação de conteúdo. A própria linguagem evoluiu, as bibliotecas para programação na Web evoluíram, os padrões de criação evoluíram, e por aí vai…

    Sobre a pilha da Web Semântica, ela denota uma situação ideal. Muitas camadas não têm sequer padrão como linguagem de marcação. Além disso, é uma ilustração da W3C, não precisa ser necessariamente seguida para se criar uma aplicação “Semantic aware”.

    Aliás, existem controvérsias sobre ela: Ban the Semantic Web Layer Cake!. Eu mesmo sou contra fazer mega-ontologias em OWL pra algumas aplicações. Um RDF com anotações pertinentes ao domínio já serviria em muitos dos casos. Uma ontologia leve, como a criada por Wikis Semânticos, é um exemplo. A estrutura de links tipados já fornece muita informação.

    Enfim, alguns formalismos e metodologias criadas pelo pessoal de IA e de Representação de Conhecimento são difíceis de “pegar” e se tornarem fáceis de manipular na escala da Web inteira, ainda há muito o que se fazer.

    Mas é como dizem… “A little semantics goes a long way”.!

  5. 5 mariopeixoto quinta-feira, 23-outubro-2008 às 3:56 pm

    Só vou fazer um comentário sobre isso: Esses caminhos nebulosos também existiam no começo da Web. Ou será ela nasceu com pessoas sabendo escrever sites de maneira rápida e funcional e com ferramentas boas de autoria? Não.

    A diferença é que a Web pensada por Tim Berners-Lee é simples: basicamente http + internet. Já essa Web semântica não…

    Na teoria é lindo, quero ver pegar…

  6. 6 Ícaro Medeiros quinta-feira, 23-outubro-2008 às 3:59 pm

    A idéia era simples sim, mas hoje a quantidade de informação chegou a níveis tão absurdos que é preciso repensar a organização dessa estrutura. É preciso pensar em motores de busca melhores, integração de dados, consultas complexas, etc, etc.

  7. 7 mariopeixoto quinta-feira, 23-outubro-2008 às 4:07 pm

    Motores de busca, integração de dados e consultas complexas… não vejo necessidade disso ser imbutido numa redefinição da web. A Web não precisa disso, recursos sim, deixe que os recursos façam isso… Juntar tudo no mesmo bolo só causa confusão e complicação.

  8. 8 Ícaro Medeiros quinta-feira, 23-outubro-2008 às 4:25 pm

    Isso não vem “embutido”. Os padrões e as novas metodologias da Web Semântica é que vão redefinir como essas aplicações são feitas, facilitando as questões como integração, inferência, busca inteligente, etc.

    São só informações a mais pra criar uma “Web of Data”. Isso não quer dizer que a Web acaba e começa uma nova. A nova é fundada sob as bases da antiga. Nada deixará de funcionar porque não tem semântica. Só que os que têm semântica vão se beneficiar das ferramentas que vão existir pra fazer integração, busca, navegação inteligentes.

  9. 9 Guilherme... sexta-feira, 24-outubro-2008 às 4:14 pm

    Classificar/Categorizar conteúdo certamente é um mecanismo extremamente poderoso, mas quando você leva esse conceito para a Web Semântica, começo a me perguntar algumas coisas. Primeiro, qual será a maior motivação para um usuário categorizar qualquer conteúdo que ele produza na Web. Segundo, assumindo que um usuário decida categorizar o que ele produz, como saber se a categorização realizada é consistente.
    Concordo com o Mário quando ele diz que o grande sucesso da Web se deve ao fato da mesma ser super simples. Poxa, se você for ver as primeiras especificações do HTTP, o negócio mais parece uma piada de tão simples. Mas quando eu vejo a proposta para Web Semântica chega dá medo =)

    Mário, quando que não dá para usar REST?

    []’s

    \o

  10. 10 mariopeixoto quarta-feira, 29-outubro-2008 às 9:19 am

    1 – Quando o outro lado usa SOAP e você não pode mudar isso;
    2 – Quando você precisa trabalhar com um request muito grande via GET.

  11. 11 Ícaro Medeiros quarta-feira, 29-outubro-2008 às 9:30 am

    Request grande via GET, VIA DE REEEEEEEEGRA, já não é escroto não?

  12. 12 mariopeixoto quarta-feira, 29-outubro-2008 às 9:33 am

    Não necessariamente…

    Tá falando só pq o endereço ficaria grande?

  13. 13 mariopeixoto quarta-feira, 29-outubro-2008 às 9:43 am

    O que acontece normalmente é o povo usar via POST só porque o endereço na barra fica muito grande, o que é um erro tremendo principalmente quando se utiliza REST.

    Em REST os recursos são acessados via HTTP, e HTTP é o protocolo de comunicação desse serviço. Então se você precisa requisitar um recurso, você utiliza o GET, se você precisa criar um recurso você utiliza o POST, se você precisa modificar um recurso você utiliza o PUT, se você precisar remover um recurso você utiliza o DELETE, e por aí vai.

  14. 14 Ícaro Medeiros quarta-feira, 29-outubro-2008 às 9:50 am

    Monstro! Você já pode então fazer um POST sobre isso. E quando a requisição é absurdamente grande (digo, com muitos parâmetros), o que fazer pra não ter uma URL do tamanho do universo? Isso é uma questão que tira meu sono há muito tempo.

    Discorra sobre como uma requisição dessas é feita segundo a filosofia REST…

  15. 15 mariopeixoto quarta-feira, 29-outubro-2008 às 9:56 am

    Não há o que fazer, se você precisa passar N parametros numa requisição GET então você tem que esquecer o tamanho da URL.

    O que se pode fazer é melhorar um pouco com organização na URL, um exemplo disso é esse próprio post e uma pesquisa no google:

    Pesquisa no google: http://www.google.com.br/search?q=uma+pesquisa+absurdamente+grande+no+google&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:en-US:official&client=firefox-a

    Poderia ficar http://www.google.com.br/search/uma+pesquisa+absurdamente+grande+no+google/utf-8/t/org.mozilla:en-US:official/firefox-a

    Este post: https://kirux.wordpress.com/2008/10/23/a-fantastica-fabrica-de-conhecimento

    Bem melhor que https://kirux.wordpress.com/post?year=2008&month=10&day=23&id=a-fantastica-fabrica-de-conhecimento não?

    []’s

  16. 16 Ícaro Medeiros quarta-feira, 29-outubro-2008 às 10:15 am

    É nesse ponto que eu queria chegar. O Plonão tem um esquema desses ;)

  17. 17 Laris quinta-feira, 30-outubro-2008 às 2:26 pm

    well well… diálogo entre marioe icaro?

    hehehe

    Li tudo mas would you care to elaborate on por que nao acha que o tinto suave nao é subcategoria de tinto?

  18. 18 Ícaro Medeiros sexta-feira, 31-outubro-2008 às 12:38 am

    Larissa, não há hierarquia numa folksonomia, por isso não dá pra falar de subcategoria, por isso é tudo flat.

    É aí que entra taxonomy extraction, que é uma das coisas que eu tô pesquisando. Depois eu faço outro post sobre o assunto… Envolve estatística, teoria dos conjuntos, meio mundo de bagaçeira.

    Além disso, se você fosse uma grande especialista no assunto eu iria até você e modelaríamos o domínio de vinhos. É assim que funciona…

    Como foi só um exemplo e eu tava dando só um exemplo, fique caladinha e vá cuidar da minha afilhada! :D

  19. 19 Guilherme... sexta-feira, 31-outubro-2008 às 8:39 am

    Requisição muito grande? Qual é o limite de uma requisição HTTP? Acho que se você consegue extrapolar esse limite, então certamente há um problema na forma em que seus recursos foram arquiteturados. outra coisa, em REST a URL informa qual recurso você está acessando, mas nada impede a utilização de uma arquivo XML ou um objeto JSON para informar o recurso de interesse. Não sei, estou na dúvida ainda com relação a essa limitação.

  20. 20 Wyll sexta-feira, 31-outubro-2008 às 9:26 am

    bom post! rendeu boa discussão! :D

    Concordo com mario quanto da complexidade em uma “penca de camadas”, entretanto essas tecnologias semânticas são totalmente necessárias!!
    Se vai pegar? bem… já está pegando!!
    Apenas para exemplificar…. se imaginarmos a simples idéia de implementação de uma semântica clara, na forma de “conhecimento” dos processos governamentais, facilitando a vida de todos os cidadãos que precisam usar os sitios dos governos com toda aquela “sopa de siglas” q ninguem entende nada!! :P bem… esse é um pequeno grande exemplo q por si soh justifica a o esforço da implementação da famosa pilha de camadas da web Semântica!! :D

  21. 21 LucaZ sexta-feira, 31-outubro-2008 às 10:08 am

    e se o supermercado for vagabundo e não houver etiqueta nos vinhos?

    e se o vinho for carreteiro? udultera o resultado final?

    e o mário que não bebe vinho, como fica nessa história?

  22. 22 Ícaro Medeiros sexta-feira, 31-outubro-2008 às 11:09 am

    Guilherme: Sem entrar muito em REST, até porque eu não tenho conhecimento de causa, mas tipo… Já viu o tinyurl é? esse site não faria sentido se fizessem uns sistemas com URL bonitinha, etc. Se bem que ele é usado pra mascarar URL de site de download, etc, também. É realmente uma questão que eu fico olhando assim…

    Vê só… Pra um usuário daqueles bem zé mamão:

    É melhor ver isso

    http://h10025.www1.hp.com/ewfrf/wc/document?lc=pt&cc=br&docname=c01319037&dlc=pt

    ou isso

    http://www.ufal.edu.br/ufal/pesquisa/pibic (Plone)

    Como o Mário colocou aí antes um exemplo também… É só isso, dá uma organizadinha na bagaça.

  23. 23 Ícaro Medeiros sexta-feira, 31-outubro-2008 às 11:13 am

    Wyll,

    Meu argumento é justamente esse. As coisas semanticamente bem definidas são necessárias SIM, mas esbarramos no problema de produção de ontologia. Pras coisas funcionarem do jeito que o Berns-Lee imaginou, com os agentes na Web de galho em galho catando informação, é preciso de ontologias e definições claras do que os sítios oferecem como serviço.

    Um usuário que gera um metadado aparentemente só pra organização pessoal ou pra uma interação social (ainda que mínima) como uma folksonomia, pode ajudar nesse processo de criação de coisas claras e abertas (que podem ser extraídas). Em um primeiro passo parecem só dados, com umas transformações aqui e ali, informação, e finalmente, conhecimento!

  24. 24 Ícaro Medeiros sexta-feira, 31-outubro-2008 às 12:52 pm

    MÁRIO SÓ BEBE CACHAÇA SAGATIBA, FATO.

  25. 25 Mário Peixoto sexta-feira, 31-outubro-2008 às 4:06 pm

    não era sagatiba, era caninha com mel.
    =p

  26. 26 Guilherme... sexta-feira, 31-outubro-2008 às 5:39 pm

    Ícaro, mas é exatamente isso que eu estou falando. Pegue o exemplo que o Mário colocou.

    Pesquisa no Google: http://www.google.com.br/search?q=uma+pesquisa+absurdamente+grande+no+google&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:en-US:official&client=firefox-a

    A maiorias dessas informações podem ser colocadas no cabeçalho HTTP. A URL só informa o recurso de interesse. Tipo…

    http://www.google.com.br/search?q=uma+pesquisa+absurdamente+grande+no+google

    Então Ícaro, eu concordo com vc. Se o cara pensar bem no design dos recursos, então a URL bonitinha sai fácil.

  27. 27 Laris sábado, 1-novembro-2008 às 11:11 am

    Li tudo mas would you care to elaborate on por que nao acha que o tinto suave nao é subcategoria de tinto?

    Além disso, se você fosse uma grande especialista no assunto eu iria até você e modelaríamos o domínio de vinhos. É assim que funciona…

    e se vc foss eum especialista na língua inglesa saberia que eu só pedi pra você explicar melhor, continuar a linha de pensamento…. para eu poder dizer c concordo ow nao, o q acho ou deixo de achar…

    he he

    e estou sim cuidando da afilhada
    por sinal, amamentando agora msm… só na malandragem

  28. 28 Ícaro Medeiros sábado, 1-novembro-2008 às 11:21 am

    E-RÊÊÊÊÊÊÊÊÊITA.

    ¬¬

    “Li tudo mas would you care to elaborate on por que nao acha que o tinto suave nao é subcategoria de tinto?”

    Você falou como se eu tivesse errado em dizer que as duas coisas não estão hierarquizadas. Foi isso que eu entendi…

    OK, acabemos a guerra.

  29. 29 Braga domingo, 2-novembro-2008 às 8:56 pm

    ô mário, e como fica a questão de transações, segurança, endereçamento, etc. usando restful?
    Não precisaria do apoio do soap não?

    Ícaro, é possível ter scalabilidade com ontologia?
    Por que, eu tava vendo uma palestra do cara em sistemas distribuídos e ele mostrou um sistema de busca que toda vez tinha que inserir conteúdo pra permitir “conhecimento durante a busca”

  30. 30 Braga domingo, 2-novembro-2008 às 8:57 pm

    Não sei se falaram sobre isso aí em cima que escrevi.
    Muito texto e preguiça pra ler tudo :P

  31. 31 mariopeixoto domingo, 2-novembro-2008 às 10:08 pm

    Transação: Ahm? Sua linguagem de programação não provê recursos para controle transacional?
    Segurança: SSL
    Endereçamento: HTTP
    Controle de Acesso: Autenticação/Autorização HTTP

  32. 32 Ícaro Medeiros domingo, 2-novembro-2008 às 11:46 pm

    Braga, acho que depende do foco da ontologia e do jeito que ela é feita também…

    Mas tudo realmente depende do contexto ao qual ela vai ser aplicada. Também como a área é nova os raciocinadores ainda tão meio bebês, etc.

    Mas vou dar um exemplo prático que testei com o IkeWiki, as consultas às ontologias em SPARQL que ele fazia pra criar páginas automaticamente rodavam rápido.

    Mas você falou de sistemas distribuídos, outras coisas podem ter afetado o desempenho desse tal sistema de busca, não sei como foi isso. A ontologia era distribuída em várias partes, com uma ontologia central importando as coisas, como era isso?

    Só tem como discutir essa questão com foco na aplicação. Além disso, uma ontologia é um conceito que pode ser aplicado como Frame, Rede Semântica, OWL… qual foi o mecanismo de representação?

    O racicínio foi feito em TBox (Onde ficam as relações, conceitos e axiomas puramente) ou em ABox (Onde ficam as instâncias dessas relações, classes, etc)?

  33. 33 Ivo segunda-feira, 3-novembro-2008 às 12:17 am

    Uma coisa que sempre me faz pensar se a Web 3.0 de fato um dia vai pegar é a questão de padronização de ontologias. Uma das coisas que fizeram com que a Internet se difundisse tanto é que qualquer garoto na esquina podia escrever seu HTML da forma que queria sem se preucupar em definir a que estrutura conceitual seu conteúdo pertencia. No máximo o que ele fazia é definir algumas tags meta de forma que um crawler a indexe melhor.
    Mas agora vem os caras da web semantica e dizem: “Utilizando ontologias vc um conceito terá o mesmo sentido tanto aqui quanto na China”. Isso é a mais pura verdade, mas só se vocês utilizarem a mesma ontologia. Mas aí vem a pergunta. Qual é a ontologia universal, por que a minha ontologia é mais certa ou mais errada que a sua? Agora alguém vai ser responsável por contruir e manter todas as ontologias?!
    Algumas pessoas podem argumentar: “Ah, mas é possível fazer parelhamento de ontologias heterogêneas”. Até que é possível, mas de maneira totalmente automática!? Sem erros!?
    Devido a isso, as vezes tenho medo que a web semantica fique restrita a utilização em dominios fechados, onde suas ontologias estão bem definidas…

  34. 34 Ícaro Medeiros segunda-feira, 3-novembro-2008 às 12:40 am

    Ivo, como eu disse no post, temos muito a aprender com a Web 2.0. Se eu não achasse Web 2.0 interessante não teria colocado isso como tema principal do ERECOMP, por exemplo…

    Essa questão de autoria é realmente complexa, e eu me preocupo especialmente com ela. Ferramentas bonitinhas e WYSIWYG pra fazer ontologias na Web tem que aparecer URGENTE! Se ficar só nessa de Protégézinho isso vai ficar só no mundo acadêmico por décadas.

    Portanto, precisamos fazer ferramentas pra qualquer maloqueiro fazer ontologia, mesmo sem saber disso. Aí que entram Folksonomias, Wikis Semânticos, etc. Se até dá pra extrair conhecimento de texto, quem dirá de metadados, tags, links tipados, etc.

    Sobre essa questão de ontologia universal, pra mim isso é balela, ontologia universal foi o “sistema figurativo do conhecimento humano” de Diderot/D’Alembert, isso hoje é impossível. Tem que fazer coisas o máximo consensuais, mas num domínio ESPECÍFICO com uma comunidade (Web 2.0) ESPECÍFICA.

  35. 35 Ivo segunda-feira, 3-novembro-2008 às 1:18 am

    Eu concordo com você no sentido da impossibilidade de uma ontologia universal. A Web, e a Internet em geral, é o que é hoje por conta da sua distribuição e não pela centralização. Mas se a web se dividir em nichos, onde vai parar aquele sonho de um agente de software inteligente capaz de vasculhar a web em busca de informações úteis ao seu usuário e de aprender com o vasto ambiente. Quer dizer que nem tão cedo vou esperar que meu agente me recomende o investimento em ações de uma obscura empresa tailandesa, só por que ele não conhece as regras de negócio da bolsa de valores de Bangcoc. A sugestão que vc deu de ferramentas WYSIWYG que abstraiam do desenvolvedor a ontologia que está sendo criada é válida, mas esbarra na questão de pulverização das ontologias. Se não houver nenhuma forma de liga-las, corre o risco dos conceito serem válidos apenas aquele bem restrito universo de domínio.
    Mas se por outro lado for ter como base as tags para ligarem a ontologias, tem o problemas de tags ambiguas. Como poderia ser resolvido?

    []’s

  36. 36 Ícaro Medeiros segunda-feira, 3-novembro-2008 às 1:29 am

    Não peraí, tem muito estudo em cima de integração, esse nichos específicos podem se conectar via “ontologias hub”, tem como fazer isso sim, só não vou chegar e dizer “É ASSIM!” porque eu não tenho essa bala na agulha.

    Acho que não há pulverização não. Na verdade, ontologias e outras formas de declarar conhecimento têm é de ser PULVERIZADAS (espalhadas) NA WEB. E nessa pulverização, obviamente, a integração é um requisito sine qua non.

    Pra começar, essa visão de agentes é do Berns-Lee, e ele é físico né? Vamo com calma que o buraco é mais embaixo.

    O problema de ambiguidade, tags que significam o mesmo conceito, tags que significam coisas diferentes dependendo do contexto, etc é um problema sério de Recuperação de Informação e bem antigo, mas existem técnicas pra tentar resolver isso pra que haja uma convergência de tags de modo a criar uma ontologia interessante a partir delas. Mas isso é tema pra um post inteiro, depois eu falo melhor.


  1. 1 O jogo dos (meta)dados « Ícaro Medeiros (kirux) Trackback em quarta-feira, 5-novembro-2008 às 9:30 pm

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