Arquivo para outubro \31\UTC 2008

Aprendizagem de Ontologias

Well,

Tô aqui com umas matrizes de 40000×1600 chorando (e elas vão aumentar!), portanto, sem tempo de terminar o post sobre Ontologias x Folksonomias e as discussões a(o)ntológicas sobre isso. Então aí vai um seminário que apresentei mês passado aqui no mestrado, é uma apresentação sobre Aprendizagem de Ontologias (A presentation about Ontology Learning by Ícaro Medeiros – semantic web 2.0 3.0 ontologies engineering paris hilton barak obama). O link gigante é só um cata-corno google, HOHO!

Tá em inglês porque ia um tal francês no mesmo dia da aula apresentar uma palestra, acabei deixando (foi bom fazer isso!). Não sabe inglês? Mude de profissão urgente e NUNCA (eu disse NUNCA!) me mostre um código com nome de método do tipo isVAZIO(), cambada de vagabundos!

Briefing sobre o assunto… Aprendizagem de ontologias são um conjunto de processos e técnicas para:

  • Construir uma ontologia do zero;
  • Enriquecer, adaptar ou popular ontologias já existentes.

Isso é feito de maneira semi-automática a partir de dados como texto (principalmente), schemas XML, bancos de dados e até folksonomias (_o/ EU, EU) sobre o domínio a ser formalizado. A figurinha (que desafia a inteligência de qualquer um!) diz tudo.

Aprendizagem de Ontologias == Reserve Engineering

Aprendizagem de Ontologias == Engenharia Reversa **

  1. No pontapé inicial, especialistas do domínio escrevem artigos, relatórios técnicos, livros, etc.
  2. Isso tá lá em texto (é seu corpus)… É processado. Vai o meio campo tocando.
  3. Depois de alguns passes pra lá e pra cá, o camisa 10 dá aquele passe milimétrico e … ÉÉÉÉÉÉ, mais um goool brasileeeeeeiro meu povo. Foi, foi, foi ela. A Aprendizagem! Temos uma conceitualização do domínio numa ontologia (seja ela uma hierarquiazinha barata ou uma ontologia com relacionamentos e axiomas).
  4. As definições que estão na ontologia representam uma síntese da opinião consensual dos especialistas sobre aquele domínio. Os especialistas ou os usuários da aplicação usando a ontologia (que podem ser outros especialistas) podem melhorar a ontologia depois, e esse refinamento ajuda os próprios métodos de aprendizagem. Cria-se então uma linha de passe (ciclo) em (2,3,4) – não tá representado aí na figura. Depois de algumas rodadas, a ontologia pode ganhar um troféuzinho.

Isso pode ser visto como uma tarefa de áreas como Extração de Informação e Mineração de Texto. Outros nomes tratam do mesmo assunto com nomes diferentes como (Extração | Emergência | Geração | Aquisição | Descoberta | População | Enriquecimento) de (Ontologias | Ontológica), com algumas diferenças bem sutis. Pra mim o nome mesmo é Aprendizagem de Ontologias (Ontology Learning).

That’s all Folks. Fica um exercíciozinho e pano pra manga nos comentários…

** Por que será que isso pode ser visto como um processo de engenharia reversa?

Saiba mais (Wikipedia, in English). E mais (Ferramenta e plug-in Protége OntoLT) ! Quer fazer Ciência?? Comece aqui (Artigo famoso) e aqui (Curso muito abrangente e bem COMPLETO).

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Obs pra LARISSA (que eu sei que vc vai ler!): Dei um fora em você no comentário do outro post e você vai procurar erros de inglês na apresentação, faça isso não, a vingança nunca é plena! Fale comigo no MSN e comente à parte depois because i will need English next year, therefore, i neeeeed you as a teacher).

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A fantástica fábrica de conhecimento

Disseram que é só pensar nas primeiras palavras que nos vêm a cabeça sobre o conteúdo de uma página Web e digitar numa caixinha e mandar pro Digg, pro Del.icio.us, pro flickr. Aí se organiza o caos! Fácil né?!

Imagine um supermercado você pode colocar etiquetas em vinhos para classificá-los. Você pode se valer da opinião “etiquetada” de outros consumidores para decidir que marca comprar. Você pode enviesar sua opinião pela classificação de amigos e pessoas próximas.

Já que a classificação foi útil, você também rotula o vinho consumido, para beneficiar mais pessoas, como aconteceu com você. Outra coisa, as pessoas que gostam de vinho frisante como você se identificarão através das etiquetas. Uma comunidade pode surgir!

Isso é o que acontece nos sistemas de Social Tagging (Etiquetamento social??! %$#%!@#, em português fica esquisito, sugestões?). Usando o conceito de atribuir tags (palavras-chave) a recursos da Web como fotos, artigos e páginas favoritadas, eles surgiram como a salvação do rock há alguns anos atrás, no meio do boom da Web 2.0.

definição gráfica for dummies

Folksonomia: definição gráfica for dummies

Com vários apreciadores classificando vinho, podemos então separar os tintos dos brancos, e criar várias outras categorizações. Na Web, isso significa facilitar a navegação, recuperação, descoberta e organização de conteúdo (ou conhecimento!).

É dessa interação de bêbados tomando vinho e classificando produtos que surgem as folksonomias, termo oriundo da junção das palavras folk (pessoas) e taxonomia (estrutura de classificação hierárquica formal), estruturas que organizam o conteúdo rotulado. Um exemplo disso é a estrutura de nuvem de tags (tem uma aqui do lado direito!).

Porém, existem vinhos intragáveis. Vinhólatras (e usuários Web!) podem usar classificações que só valem para organização própria, com rótulos como “comprar mais semana que vem”. São as chamadas tags egoístas, tema pro próximo post.

Além disso, as folksonomias estão bem longe de taxonomias, pois a classificação é “flat”, ou seja, não existem relações entre os conceitos (tags) usados de modo a criar hierarquias, tudo está no mesmo nível. Não se pode dizer que “tinto suave” é uma sub-categoria de “tinto”. Outro pano pra manga que fica pra depois…

Saiba mais:

Sobre o surgimento e definição do termo, pelo criador
Folksonomia e a maneira com que nós colocamos ordem nas coisas (no revolução.etc)
Tags e folksonomia: o usuário classifica a informação (no webinsider)

Apresentações

Ícaro Medeiros, 21 anos, mestrando em Ciência da Computação pela UFPE. Graduado no mesmo curso, pela UFAL.

Viciado em ciência, computação, Web e em escrever. É através dessa combinação que surge este blog. Alguns tópicos:

  • Web 2.0: o quê? por quê? pra quê? como?
  • Redes sociais: as mesmas perguntas.
  • Busca: como achar o que queremos num universo de informação?
  • Web Semântica: o que temos até agora?
  • Tags, folksonomias e suas implicações.
  • Ontologias: definições, aplicações, pesquisa.
  • Inteligência Artificial: saindo do mundo acadêmico para a vida real.
  • Arte, tecnologia em geral, cinema, música, literatura, cotidiano (pausa pra respirar)!

Esses tópicos permeiam minha vida acadêmica há algum tempo. O blog surgiu da necessidade de escrever sobre esses assuntos, ter o feedback dos leitores, enfim, criar um centro de informações (a princípio pra mim) e uma comunidade (a princípio contando apenas comigo) sobre esses assuntos.

Espero que esses “a princípio” desapareçam logo e eu tenha leitores ativos, que venham ao blog ler, comentar e procurar informações.

E por que não falar de outras coisas, de música, de literatura, de cinema e qualquer outra aleatoriedade? Estou aqui pra isso também. Afinal, ninguém é de ferro, eu não faço só estudar e os bares existem pra gente beber cerveja e falar sobre arte, certo? Sinta-se, portanto, num boteco. Pode xingar o presidente nos comentários!

Primeiro post “na vera” em breve.


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