A gente aprende com o pai que chama pra ajudar a montar uma mesa a usar martelos, parafusos e peças de encaixe. Mas pra construir uma mesa do zero precisamos conhecer CONCEITOS como pressão, gravidade, massa… ou seja, FÍSICA. Do mesmo jeito é a Computação.
O problema é que a maioria dos cursos só ensinam a usar o martelo, ou seja, ferramentas. Só mudar uma versão, uma sintaxe, um método… Ouvimos que é preciso “reciclagem”. As empresas gastam milhões pra “atualizar os funcionários” pra ensinar… FERRAMENTAS.
Muitas vezes o que falta é B-A-BÁ. É claro que ferramentas de produtividade, como diz o nome, nos fazem perder menos tempo em tarefas diárias quase automáticas. Mas, cuidado… Teoria e saber o que está fazendo é ESSENCIAL, condição necessária e suficiente. Notem aqui eu não nunca questionei o uso de ferramentas, apenas digo que é preciso responder duas perguntas para dominar BEM os programas e acessórios que usamos na nossa profissão. POR QUE e O QUE FEZ esse software ser assim?
Que não se iludam os que fazem curso e certificações pra atestar proficiência em ferramentas. Além do custo (a preço de diamante), o conhecimento (especialmente em Computação) é (muito) perecível. Você vai ter que aprender tudo de novo daqui a meses ou poucos anos, com a certeza que perdeu tempo/dinheiro. Pode valer a pena mas sempre há alguns poréns.
Ouço há anos a ladainha de que cursos em universidades federais são muito teóricos e “você não vai aprender nada do que se usa no mercado”. Ok. Nunca tive aula (oficial) de Java básico. Mas a única coisa que se deve esperar passivamente é a morte, o resto nós corremos atrás! Claro que nem todo mundo é auto-didata, mas um pouco de esforço nunca faz mal, até para os usuários cegos do martelo.
Quem aqui aprendeu programação funcional na faculdade e agora, como TODO ESSE KNOW-HOW, tá bombando novas linguagens multi-paradigma? Alguém? E o que faz quem não teve aula de programação funcional e quer usar tudo que Ruby e Scala oferecem? O jeito é voltar pra escolinha (eu incluso)…
Os usuários de martelo sempre reclamam: “Que aula chata, muito teórica”. Ah vai te catar meu filho! Você quer fazer aplicação em 5 minutos “abstraindo” as “complicações” e passar o resto do expediente lendo email? SE MATE! MUDE DE PROFISSÃO! Você quer o Petit Gateau, mas tem é que COMER FEIJÃO PORRA!







ahhahahaha
Gosto muito do seu jeito irônico nos seus textos (até nas críticas para com o meus textos ¬¬’ ahuahauhau)
“Mas a única coisa que se deve esperar passivamente é a morte, o resto nós corremos atrás!” Essa frase foi simplesmente perfeita! =D
Essa é uma velha discussão que tive no meu tempo de ENEC e, mais recentemente, na mesa de discussão (graduação e certificação) que participei no ENECOMP. Eu, Prof. Mirella Moro (UFMG) e Paulino Michelazzo (Fabrica Livre) tiramos algumas palavras que sugere o que o interessado na área de computação deve ser/fazer para conseguir se destacar: 1 – Criativo; 2 – Pró-ativo; 3 – Buscar saber o que quer; 4 – Começar e terminar uma tarefa (exigência básica do google); 5 – Ser sociável.
Isso vale um post e creio que irei colocar na minha lista de TODO ;)
Um abraço man!
Teoria é imprescindível e ponto.
Saber o que está fazendo e o que deve fazer, em determinadas situações salvam projetos…
É por isso que vemos a web cheia de sistemas mal-feitos e boa parte deles em php justamente por ser mais acessível aos marginalizados da computação. Esse é o preço que se paga por dar a ferramenta e não dar a teoria, achando que prática é o suficiente.
‘um comentário de leve’ (by diogo)
[]’s
Só pra pegar um gancho no comentário sobre “sistemas mal-feitos” em php, aqui vai o link do histórico do grupo PHP-AL (que o Ícaro, adoro) onde está sendo feita uma discussão interessante sobre esse tema:
http://groups.google.com/group/php-al/browse_thread/thread/96ffcf7ec183ca8a?hl=pt-BR
Obs.: Não sei se o histórico é aberto a todos, mas mesmo assim achei interessante publicar aqui.
Minha opinião é essa mesma do Mário: MARGINALIZADOS.