Arquivo para Agosto, 2009

Defendendo as cria(tura)s

Paris, ferro e uma fila gigante pra descer da torre Eiffel. Engraçado, nunca tive tanto apreço por crianças (típico das mulheres), mas via umas crianças de propaganda da Parmalat nessa viagem…. Continuava à espera do elevador pra descer, ele levava uma leva, depois voltava e levava outra leva ao chão.

Calor. E perto de mim, um pai, careca, traços egípcios. Três filhas. Duas mais velhas, 10 e 8 anos talvez, de véu preto. A mais novinha, só com um lenço, branco. Era a mais arredia, queria o sopro dos ventos da boca e do leque improvisado de papel do pai. Achei interessante e sorri pra cena. O pai sorri de volta. As meninas mais velhas e a mãe (mais muçulmanamente vestidas) me olhavam desconfiadas porque eu, achava elas exótica e observava.

lion

Abre-se o elevador que nos faz descer, e desesperados correm pra pegar o elevador, e a família vai. Mas empurrões e passos apressados fizeram uma das meninas ficar contra o ferro, grito, cara de choro, e um pai que salva a menina, empurra e ruge para os empurradores. Era outra família islâmica, um pai e uma filha. Eis o diálogo:

- Você viu o que vc fez? (xingamentos) – fala o pai das 3 meninas
- Mas a minha filha estava sendo empurrada também.
- E daí? Você tava empurrando três!

Fiquei mal com a cena, como é que o idiota justifica ter empurrado uma pra proteger a cria dele? E eu na loucura da cena ainda fui pra cima pra tentar tirar a coitada que tava imprensada contra o ferro e falei “Olha a menina porra”, como se alguém fosse entender. Acabei perdendo a leva de descida e fiquei lá, puto.

No final das contas na hora de cuidar das cria(tura)s a racionalidade e tudo vira selva. Justificável? Nem um pouco.

Sombras dançam e não é show

O mesmo menino que ao ver formas formadas pela luz da rua, cortinas e vento e imaginava monstros olha pras mesmas coisas e vê cinema. E como assistir é hipnótico, passam-se horas imerso a ver isso, imerso em uma imagem e em irradiações de pensamento irreconhecíveis. Enquanto não entra no outro mundo, questiona: será que o desenho da tela é o pé mexendo? Será que é um besouro na película passando? Será que é alguém a espreita? Será que é uma janela desfeita?

No cinema corpos formam em camas cenas cruéis, e ele quer curtir a visão do cru. O menino fica, pra ver o espetáculo. As cortinas cortam a luz, mas no escuro claro da manhã que começou aquilo é um palco, e o sol entra pelas bordas do preto, e sol também está deitado na cama.

O menino gosta de brincar, inventa esportes, jogando travesseiros pra cima, que depois apanha com o rosto. E apanhará pra sempre num esporte em que sempre perde. O cinema o distrai, o teatro o leva, a música toca nos zumbidos, os quadrinhos são formados foto a foto, as formas se esculpem, e dentro de tanta arte e tanto show e tanta projeção sobre a vida futura, o menino não dorme.

// Nunca coloquei nada nesse estilo nesse blog. Era uma coisa que ficava no blog antigo, o Insone. Mais uma faceta…. O Ícaro que acha que escreve!

Le Parkour #FAIL

Começo da viagem pela Europa. Primeiro dia em Paris, na passarela subterrânea que dá acesso ao Arco do Triunfo… Eis que surge a ideia de fazer Le Parkour pelas cidades que passamos. Na primeira vamos lá todos pomposos fazer, mas…

Como não somos atléticos e muito menos profissionais, passamos a fazer as coisas da maneira mais bizarra possível (seja de propósito ou por falta de talento mesmo), criando assim o Le Parkour #FAIL pela Europa.

Nas fotos estáticas até parece que fomos bem:

A caminho do Arco do Triunfo, onde tudo começou

A caminho do Arco do Triunfo, onde tudo começou

Técnicas avançadas de Le Parkour em Veneza

Técnicas avançadas de Le Parkour em Veneza

Essa última vejam  que tem um pé na parede, uma mão na parede, outra mão segurando a água, notem a plasticidade do movimento. Meu comparsa também fez um pulo bonito no Coliseu (enquanto eu preparava o movimento):

Pulo estigado no Coliseu e eu correndo para a glória

Pulo estigado no Coliseu e eu correndo para a glória

Mas a verdade é que somos péssimos, demos pulinhos pequenos dignos de amantes pulando a cerca pra escapar dos maridos-cornos-pistoleiros e no final dos “movimentos” ainda saímos rindo, que era o propósito final de toda essa palhaçada, achar graça de tudo (e ver a cara de “PORRÉISSO” dos que nos viam pulando e correndo). Até a cineasta responsável riu das coisas, o que se vê em cenas cortadas abruptamente e mexidas de câmera, era muito bizarro, impossível não rir. Vamos aos GIFS:

nsei

Escalada FAIL

amsterdam

Pulada de cerca FAIL

Agora duas no Coliseu, RIDÍCULAS:

coliseu_roma2

ISSO FOI... BIZARRO! #EPICFAIL

Corrimão #fail

Corrimão #fail

Três movimentos menos feios (porém ainda FAILS): Coliseu de Roma, Paris e Veneza, respectivamente.

Cada pulo bonito! #FAIL

Cada pulo bonito! #FAIL

Onde tudo começou... Paris #FAIL

Onde tudo começou... Paris #FAIL

O que a galera que aparece no final deve ter achado?

O que a galera que aparece no final deve ter achado?

Cansei de descrever tudo, só vejam a bizarrice, tem nego querendo ser Karatê Kid, pulando de ponte e assustando a família, animação que só aparecem os vultos, pulinhos ridículos bem baixos e por aí em diante…

Bruxelas #fail one

Bruxelas #fail one

Brussels #fail two

Brussels #fail two

O pulo que quase mata a cineasta de susto

O pulo que quase mata a cineasta de susto (Lago de Genebra)

Outra puladinha de cerca (Genebra)

Outra puladinha de cerca (Genebra)

Pole dance + Karate Kid = #FAIL

Pole dance + Karate Kid = #FAIL

Pulinho em Munique

Pulinho em Munique

Pulinho ridículo: Le Parkour #FAIL

Pulinho ridículo: Le Parkour #FAIL (Veneza)

Só queria entender isso! #EPICFAIL

Só queria entender isso! #EPICFAIL

Pronto, acabou. Qual foi o mais bisonho? TODOS!

Criação de senhas intuitivas e seguras

Uma senha boa deve ser algo significativo pra você, mas escondida no seu eu lírico (ui!) e que não seja fácil de um amigo (da onça) descobrir. Óbvio que data de aniversário e namoros (meninas, não sejam ridículas) são fáceis. Nomes de parentes combinadas com anos (leticia2009) também.

Charlie Brown usa senhas fáceis e só se fode

Charlie Brown usa senhas fáceis e só se fode

Eu sempre pego referências culturais (livros, filmes, discos) e pra não ficar muito fácil misturo com números e aplico uns algoritmos básicos de manipulação de string pra ficar interessante.

Por exemplo, eu sou fã de Stanley Kubrick, uma senha boa seria kubrck120. Hein? Cuma? Processo de formação:

  • kubrick2001 (Fácil demais, com elementos óbvios de Kubrick e do filme 2001)
  • kubr1ck2001 (Mude vogais pra números ou símbolos, estilo hacker. O “a” vira @ ou 4, “i” vira ! ou 1)
  • kubrck12001 (Passe as vogais pro final, pro começo ou embaralhe)
  • kubrck120 (Tirar números e símbolos repetidos, adicionar, colocar o dobro, etc)

Senha de 9 caracteres, letras e números. Os algoritmos que medem a força da senha vão achar que a senha é boa (podia ser maior)! As manipulações posteriores podem variar e ficar mais complexas, mas lembre-se que o bom é lembrar fácil do que vc usou como password, não esquecer daquela loucura complexa que vc usou pra se proteger. Lembrando também que senha, mesmo boa, tem data de validade (e aliás é por isso que fiz esse post, minhas senhas tão velhas).

Eliçu contribuiu com adendos algorítmicos.

4 anos de Debian Festival

Viajei pela Europa agora e vou fazer uma série de posts sobre o assunto, mas primeiro vou falar do evento que ajudei a criar e organizar em Maceió cuja quarta edição aconteceu essa semana: O  Debian Festival 4.0.

Tudo começou quando a PRIMEIRA caravana de Alagoas foi pro Encontro Nacional de Estudantes de Computação (ENECOMP 2006) e voltando do evento eu, Vicente e Marco (recém eleitos como PRIMEIROS representantes da Executiva Nacional pra Alagoas) conversávamos (enquanto bebíamos) sobre a falta de eventos em Maceió sobre Informática e TI no estado. Tinhamos que fazer algo! Com o aniversário do Debian próximo (16 de agosto), resolvemos criar o PRIMEIRO evento pra comemorar isso e falar sobre Software Livre no estado.

Debian Festival 2 e o bolo com confeitos (o mais original)

Debian Festival 2 e o bolo com confeitos (o mais original)

Continue lendo ‘4 anos de Debian Festival’


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