MUDAMOS!

Para http://www.icaromedeiros.com.br

;)

Master thesis

Estou aqui enlouquecendo trabalhando na minha dissertação (aqui em PT, tese) de mestrado e resolvi compartilhar um pouco dessa experiência. É um trabalho violento e árduo, mas espero que valha a pena.

Espero que depois que pronta eu consiga publicar (em conferências INTERNACIONAIS) e participar de concursos de dissertações de mestrado da SBC. Poderia ter feito isso já com o TCC da graduação aqui mas do ponto de vista de Recuperação de Informação o que eu fiz como estudo de caso foi muito pequeno (só prova de conceito, praticamente um toy example) e eu não dei prosseguimento ao sistema. Isso tudo feito às pressas pra conseguir o grau antes de ir pra Recife pro mestrado, apesar do 10 unânime de uma banca cabulosa lá da UFAL (modéstia à Marte).

Além disso, tive que aprender Recuperação de Informação (RI) e Aprendizagem de Máquina (AM) sozinho! Só por isso já mereço um prêmiozinho…

Nuvem de tags - ORGANIZE A WEB, MOTHAFUCKA

Nuvem de tags - ORGANIZE A WEB, MOTHAFUCKA

Bom, o assunto da dissertação: Folksonomias e Sugestão de tags. Construí (?) um sistema que extraiu dados do Delicious e depois usei técnicas de RI, AM e outras coisas. Usei como base da sugestão de tags pra páginas Web o conteúdo textual (implementado, preciso e lindo!), páginas vizinhas (inbound pages) (80% implementado) e informação do WordNet e ontologias (Aqui há dragões no código! Trabalhando nisso!). No final faço uma comparação entre as tags que sugeri e as tags do Delicious pra dar uma medida quantitativa do quanto o sistema é bom e uma análise do comportamento do usuário (p. ex. que tipo de tags o sistema NUNCA vai sugerir: “semweb” e “webdev” fica difícil).

Já passei do nível de loucura com esse sistema, o que pode ser melhor visto na quantidade de linhas de código da bagaça (inclui somente .java, código e testes). Mas vamo nessa, não desisto NUNCA!

Ia colocar o abstract aqui, mas como é um trabalho não-publicado (malditos revisores animais, alguns nem entenderam o sistema) vou deixar pra depois pra falar dos louros que consegui com o trabalho.

Boa noite, boa sorte (pra mim)!

O uso do martelo (sobre ensino de Computação)

A gente aprende com o pai que chama pra ajudar a montar uma mesa a usar martelos, parafusos e peças de encaixe. Mas pra construir uma mesa do zero precisamos conhecer CONCEITOS como pressão, gravidade, massa… ou seja, FÍSICA. Do mesmo jeito é a Computação.

O problema é que a maioria dos cursos só ensinam a usar o martelo, ou seja, ferramentas. Só mudar uma versão, uma sintaxe, um método… Ouvimos que é preciso “reciclagem”. As empresas gastam milhões pra “atualizar os funcionários” pra ensinar… FERRAMENTAS.

633845000864697900-hammer

Muitas vezes o que falta é B-A-BÁ. É claro que ferramentas de produtividade, como diz o nome, nos fazem perder menos tempo em tarefas diárias quase automáticas. Mas, cuidado… Teoria e saber o que está fazendo é ESSENCIAL, condição necessária e suficiente. Notem aqui eu não nunca questionei o uso de ferramentas, apenas digo que é preciso responder duas perguntas para dominar BEM os programas e acessórios que usamos na nossa profissão. POR QUE e O QUE FEZ esse software ser assim?

Que não se iludam os que fazem curso e certificações pra atestar proficiência em ferramentas. Além do custo (a preço de diamante), o conhecimento (especialmente em Computação) é (muito) perecível. Você vai ter que aprender tudo de novo daqui a meses ou poucos anos, com a certeza que perdeu tempo/dinheiro. Pode valer a pena mas sempre há alguns poréns.

Ouço há anos a ladainha de que cursos em universidades federais são muito teóricos e “você não vai aprender nada do que se usa no mercado”. Ok. Nunca tive aula (oficial) de Java básico. Mas a única coisa que se deve esperar passivamente é a morte, o resto nós corremos atrás! Claro que nem todo mundo é auto-didata, mas um pouco de esforço nunca faz mal, até para os usuários cegos do martelo.

Quem aqui aprendeu programação funcional na faculdade e agora, como TODO ESSE KNOW-HOW, tá bombando novas linguagens multi-paradigma? Alguém? E o que faz quem não teve aula de programação funcional e quer usar tudo que Ruby e Scala oferecem? O jeito é voltar pra escolinha (eu incluso)…

Os usuários de martelo sempre reclamam: “Que aula chata, muito teórica”. Ah vai te catar meu filho! Você quer fazer aplicação em 5 minutos “abstraindo” as “complicações” e passar o resto do expediente lendo email? SE MATE! MUDE DE PROFISSÃO! Você quer o Petit Gateau, mas tem é que COMER FEIJÃO PORRA!

Microformatos

Microformatos são conjuntos de formatos abertos usados para aumentar a capacidade semântica do (X)HTML, adicionado metadados sobre contatos, feeds, eventos, etc.

Basicamente são usados em atributos (X)HTML como class e rel, sim, funciona com uma gambiarra do jeito que deu pra fazer. Por exemplo, pode-se dizer que (Exemplo Wikipédico):

O avião Air France 447 caiu nas coordenadas
<span class="geo">
 <span class="latitude">48.15</span>,
 <span class="longitude">-16.2342</span>
</span>

Essa informação é lida por browsers, ferramentas de busca e outros sistemas que conseguem “entender” que aqueles dados são referentes a coordenadas geográficas. Isso permite tarefas como:

- Indexar e recuperar consultas baseadas em coordenadas geográficas (num sistema de busca)
- Encontrar no mapa essas coordenadas oferecendo uma informação contextual que o site original pode não oferecer
- Exportar a informação para um dispositivo GPS

Uma grande aplicação recentemente (? Março) anunciada que usa Microformatos é o Google Rich Snippets. Primeiramente, snippets são aqueles resumos da página (geralmente contextualizados com a consulta) que aparecem nos resultados do Google abaixo dos links. Rich Snippets é uma tentativa do Google de mostrar algo a mais que apenas o conTEXTO da sua consulta, e se valer de dados estruturados da página para mostrar por exemplo reviews e notas para produtos e serviços pesquisados.

Exemplo do Google Rich Snippets

Páginas com snippets ricos tem maiores possibilidades de serem acesssadas, segundo experimentos deles. Mas, para que as páginas apareçam com esses resumos melhorados, os webmasters devem incluir anotações em microformatos (ou RDFa, tema do próximo post SÉRIO daqui) em suas páginas. Acho a iniciativa válida, mas ninguém tá com esse tempo de fazer isso na mão, ferramentas de edição que extraiam informação e detectem candidatos pra esses formatos são bem-vindas (quer ficar rico? fica a dica). Além disso a propaganda do tema ainda tá fraca, o culto é muito segregado e só tem uns bravos defensores, e não a W3C por trás.

Alguns exemplos de microformatos

hAtom – para marcação de feeds Atom
hCalendar – para eventos
hCard – para informação de contatos, incluindo endereço, localização geográfica, etc.
hProduct – para informações sobre produtos
hReview – para reviews de livros, filmes, restaurantes, etc.

Saiba mais: http://microformats.org/

// Post meio jogado, sem muita profundidade técnica e uma análise maior, mas tava encalhado aqui há muito tempo. Prometo melhorar quando falar do RDFa.

Le Parkour #FAIL

Começo da viagem pela Europa. Primeiro dia em Paris, na passarela subterrânea que dá acesso ao Arco do Triunfo… Eis que surge a ideia de fazer Le Parkour pelas cidades que passamos. Na primeira vamos lá todos pomposos fazer, mas…

Como não somos atléticos e muito menos profissionais, passamos a fazer as coisas da maneira mais bizarra possível (seja de propósito ou por falta de talento mesmo), criando assim o Le Parkour #FAIL pela Europa.

Nas fotos estáticas até parece que fomos bem:

A caminho do Arco do Triunfo, onde tudo começou

A caminho do Arco do Triunfo, onde tudo começou

Técnicas avançadas de Le Parkour em Veneza

Técnicas avançadas de Le Parkour em Veneza

Essa última vejam  que tem um pé na parede, uma mão na parede, outra mão segurando a água, notem a plasticidade do movimento. Meu comparsa também fez um pulo bonito no Coliseu (enquanto eu preparava o movimento):

Pulo estigado no Coliseu e eu correndo para a glória

Pulo estigado no Coliseu e eu correndo para a glória

Mas a verdade é que somos péssimos, demos pulinhos pequenos dignos de amantes pulando a cerca pra escapar dos maridos-cornos-pistoleiros e no final dos “movimentos” ainda saímos rindo, que era o propósito final de toda essa palhaçada, achar graça de tudo (e ver a cara de “PORRÉISSO” dos que nos viam pulando e correndo). Até a cineasta responsável riu das coisas, o que se vê em cenas cortadas abruptamente e mexidas de câmera, era muito bizarro, impossível não rir. Vamos aos GIFS:

nsei

Escalada FAIL

amsterdam

Pulada de cerca FAIL

Agora duas no Coliseu, RIDÍCULAS:

coliseu_roma2

ISSO FOI... BIZARRO! #EPICFAIL

Corrimão #fail

Corrimão #fail

Três movimentos menos feios (porém ainda FAILS): Coliseu de Roma, Paris e Veneza, respectivamente.

Cada pulo bonito! #FAIL

Cada pulo bonito! #FAIL

Onde tudo começou... Paris #FAIL

Onde tudo começou... Paris #FAIL

O que a galera que aparece no final deve ter achado?

O que a galera que aparece no final deve ter achado?

Cansei de descrever tudo, só vejam a bizarrice, tem nego querendo ser Karatê Kid, pulando de ponte e assustando a família, animação que só aparecem os vultos, pulinhos ridículos bem baixos e por aí em diante…

Bruxelas #fail one

Bruxelas #fail one

Brussels #fail two

Brussels #fail two

O pulo que quase mata a cineasta de susto

O pulo que quase mata a cineasta de susto (Lago de Genebra)

Outra puladinha de cerca (Genebra)

Outra puladinha de cerca (Genebra)

Pole dance + Karate Kid = #FAIL

Pole dance + Karate Kid = #FAIL

Pulinho em Munique

Pulinho em Munique

Pulinho ridículo: Le Parkour #FAIL

Pulinho ridículo: Le Parkour #FAIL (Veneza)

Só queria entender isso! #EPICFAIL

Só queria entender isso! #EPICFAIL

Pronto, acabou. Qual foi o mais bisonho? TODOS!

Criação de senhas intuitivas e seguras

Uma senha boa deve ser algo significativo pra você, mas escondida no seu eu lírico (ui!) e que não seja fácil de um amigo (da onça) descobrir. Óbvio que data de aniversário e namoros (meninas, não sejam ridículas) são fáceis. Nomes de parentes combinadas com anos (leticia2009) também.

Charlie Brown usa senhas fáceis e só se fode

Charlie Brown usa senhas fáceis e só se fode

Eu sempre pego referências culturais (livros, filmes, discos) e pra não ficar muito fácil misturo com números e aplico uns algoritmos básicos de manipulação de string pra ficar interessante.

Por exemplo, eu sou fã de Stanley Kubrick, uma senha boa seria kubrck120. Hein? Cuma? Processo de formação:

  • kubrick2001 (Fácil demais, com elementos óbvios de Kubrick e do filme 2001)
  • kubr1ck2001 (Mude vogais pra números ou símbolos, estilo hacker. O “a” vira @ ou 4, “i” vira ! ou 1)
  • kubrck12001 (Passe as vogais pro final, pro começo ou embaralhe)
  • kubrck120 (Tirar números e símbolos repetidos, adicionar, colocar o dobro, etc)

Senha de 9 caracteres, letras e números. Os algoritmos que medem a força da senha vão achar que a senha é boa (podia ser maior)! As manipulações posteriores podem variar e ficar mais complexas, mas lembre-se que o bom é lembrar fácil do que vc usou como password, não esquecer daquela loucura complexa que vc usou pra se proteger. Lembrando também que senha, mesmo boa, tem data de validade (e aliás é por isso que fiz esse post, minhas senhas tão velhas).

Eliçu contribuiu com adendos algorítmicos.

4 anos de Debian Festival

Viajei pela Europa agora e vou fazer uma série de posts sobre o assunto, mas primeiro vou falar do evento que ajudei a criar e organizar em Maceió cuja quarta edição aconteceu essa semana: O  Debian Festival 4.0.

Tudo começou quando a PRIMEIRA caravana de Alagoas foi pro Encontro Nacional de Estudantes de Computação (ENECOMP 2006) e voltando do evento eu, Vicente e Marco (recém eleitos como PRIMEIROS representantes da Executiva Nacional pra Alagoas) conversávamos (enquanto bebíamos) sobre a falta de eventos em Maceió sobre Informática e TI no estado. Tinhamos que fazer algo! Com o aniversário do Debian próximo (16 de agosto), resolvemos criar o PRIMEIRO evento pra comemorar isso e falar sobre Software Livre no estado.

Debian Festival 2 e o bolo com confeitos (o mais original)

Debian Festival 2 e o bolo com confeitos (o mais original)

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